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terça-feira, 17 de maio de 2011

Odiando as entrelinhas.




Você deve ficar puto quando tenta descobrir o que eu sou,
mas minhas metáforas não deixam.


Raquel Machado - (Direitos autorais - Lei n.º 9.610•19/02/1998)

Hoje.

Hoje poderia ter sido um dia qualquer, mas minhas impressões me salvaram do "mesmo".
Todos os dias eu ando por caminhos que não gosto, mas descobri que dentro dele existe um caminho lindo, com uma grama bem verdinha, uma paz que me renovou.
Tenho mania de ver significado em tudo, e nesse caso, o significado veio como um discurso daqueles que não se esquece. Rupturas, doces rupturas. Eu as amo! Venham até mim! Continuem me motivando a procurar o que não existe, e a criar esse objeto de busca (já que ele não existe). Não quero o espelho, quero a reflexão. Não quero o princípio, quero o incêndio. Na verdade, quero a explosão - Uma explosão de possibilidades. Com isso tudo, a "lição de moral" do dia de hoje poderia ser algo como "Existem pequenos caminhos de luz no meio das trilhas escuras, e apesar de pequenos, fazem toda a viagem valer a pena".
Hoje estou muito sensível, tão sensível que achei que as gotinhas de chuva faziam parte das minhas lágrimas. Eu estava chorando com o mundo. Eu vi peixes, eu vi signos.
Poderia ter sido um lugar qualquer, mas coexistiu em mim mesma. O mundo não estava além, ele estava dentro. Não dá pra explicar isso. Meu pensamento é forte e rápido e as minhas mãos não acompanham nessa escrita lenta. (Maldita caligrafia, eu não preciso de você!). Risquei. Rasguei. Acha que eu perdi tudo? Na verdade eu guardei como um tesouro; Eu o vejo melhor quando fecho os olhos porque brilha mais na escuridão. Hoje poderia ter sido só um dia. Poderia ter sido um início, um desfecho. Hoje foi o dia em que eu "des-cobri".


Raquel Machado - (Direitos autorais - Lei n.º 9.610•19/02/1998)

segunda-feira, 16 de maio de 2011

Breathe.

Então eu paro pra respirar. Respirar é viver e viver é escrever. Volto ao início de uma ação que não para, as palavras se personificam, se "metonificam", assumem características que não tem e formas que poderiam ter.
Isto é o que eu sou, um parágrafo raro e obscuro que antecede outros parágrafos que não terminam por aí. E quem é que lê esses parágrafos? O acaso. Ele, é sempre ele que me motiva. O acaso só existe quando eu não participo dele. E nesse caso, sou o acaso de alguma outra pessoa, de algum outro parágrafo, um sentimento ágrafo. Um cometa.

Garota que Lê
 Lost in Chick Lit

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